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February 21 PSICANÁLISE e Auto-Avaliação parte 1PSICANÁLISE: Instrumento para AUTO-AVALIAÇÃO
Definições:
Psiquiatria Psiquiatria Dinâmica Psicologia Psicologia Clínica Psicoterapia Psicoterapia Institucional
Psicanálise: Origens: Mesmerismo, Hipnotismo, Catarse “Pilares” Teóricos: Inconsciente Complexo de Édipo Resistência Recalque Sexualidade Instrumentos Analíticos: Associação Livre Atos Falhos (Lapsos) Sonhos
PSIQUIATRIA
Surgido em 1802, o termo psiquiatria generalizou-se no início do século XIX, em substituição à antiga medicina alienista, da qual Philippe Pinel (1745-1826), fundador francês do manicômio moderno, fora um dos grandes representantes na era clássica, ao lado de William Tuke (1732-1822) na Inglaterra, e Benjamin Rush (1746-1813) nos Estados Unidos. Como um ramo da medicina, a psiquiatria tornou-se, no correr dos anos e em todos os países do mundo nos quais foi implantada, em lugar da demonologia, da feitiçaria e das diversas técnicas xamanísticas, uma disciplina específica que tem por objeto o estudo, o diagnóstico e o tratamento do conjunto das doenças mentais. Considera exclusivamente a organogênese (origem orgânica) das doenças e a farmacoterapia (tratamento medicamentoso).
PSIQUIATRIA DINÂMICA
Designa o conjunto das escolas e correntes que se interessam pela descrição e pela terapia das doenças da alma (loucura*, psicose*), dos nervos (neurose*) e do humor (melancolia*), segundo uma perspectiva dinâmica, ou seja, fazendo intervir um tratamento psíquico ao longo do qual se instaura uma relação de transferência* entre o terapeuta e o doente. Assim, incluem-se na psiquiatria dinâmica todas as formas de tratamento psíquico que privilegiam a psicogênese e não a organogênese das doenças da alma e dos nervos, desde o magnetismo de Franz Anton Mesmer* até a psicanálise*, passando pelo hipnotismo* e pelas diversas psicoterapias*.
PSICOLOGIA
Depois de haver constituído um ramo da Filosofia dedicado ao estudo da alma, a psicologia se transformou, no século XIX, numa disciplina fragmentada, ora ligada à biologia, ora à fisiologia, ora à medicina (psiquiatria, neurologia), ora, ainda, às chamadas “ciências sociais”. Como saber ensinado nas universidades do mundo inteiro, tornou-se, na segunda metade do século XX, juntamente com a psiquiatria e a medicina, uma das principais vias de acesso às diferentes práticas terapêuticas transmitidas pelas escolas de psiquiatria dinâmica, dentre elas a psicanálise.
PSICOLOGIA CLÍNICA
A psicologia clínica que se leciona é definida como um estudo de casos individuais cujo método se assenta em três postulados: a dinâmica, a totalidade e a gênese. O primeiro visa a investigação dos conflitos, o segundo contempla a totalidade inacabada do ser, segundo um modelo sartriano, e o terceiro pretende aprender a história do sujeito em termos de evolução e de balanço. Desses três postulados derivam os objetivos práticos: o psicólogo clínico trata doentes (hospitalizados), educa crianças, aconselha adultos e reclassifica os inadaptados.
PSICOTERAPIA
Método de tratamento psicológico das doenças psíquicas que utiliza como meio terapêutico a relação entre o terapeuta e o paciente, sob a forma de uma relação ou de uma transferência*. O hipnotismo, a sugestão*, a catarse*, a psicanálise* e todos os métodos terapêuticos próprios da história da psiquiatria dinâmica* estão incluídos na noção de psicoterapia.
PSICOTERAPIA INSTITUCIONAL
É uma forma de psicoterapia* que se exerce no âmbito da instituição: hospital geral, hospital psiquiátrico, clínica, escola, hospital-dia, apartamento terapêutico, etc.
PSICANÁLISE
Termo criado por Sigmund FREUD*, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia* (ou tratamento pela fala) proveniente do processo catártico (catarse*) de Josef BREUER* e pautado na exploração do inconsciente*, com a ajuda da associação livre*, por parte do paciente*, e da interpretação*, por parte do psicanalista. Por extensão, dá-se o nome de psicanálise:
“Já havendo o método catártico renunciado à sugestão*, Freud deu um passo a mais, rejeitando igualmente a hipnose. Ele trata com igualdade seus enfermos, do seguinte modo: sem procurar influenciá-los de maneira alguma, faz com que se estendam comodamente em um divã, enquanto ele próprio, retirado do olhar dos pacientes, senta-se atrás deles. Não lhes pede para fecharem os olhos e evita tocá-los, bem como empregar qualquer outro procedimento passível de lembrar a hipnose. Esse tipo de sessão se passa à maneira de uma conversa entre duas pessoas em estado de vigília, uma das quais é poupada de qualquer esforço muscular e de qualquer impressão sensorial capaz de desviar sua atenção de sua própria atividade psíquica.” (Freud, S., em um texto coletivo)
FREUD, segundo Stefan Zweig[1]
“Não se podia imaginar um indivíduo de espírito mais intrépido. Freud ousava a cada instante expressar o que pensava, mesmo quando sabia que inquietava e perturbava com suas declarações claras e inexoráveis; nunca procurava tornar sua posição menos difícil através da menor concessão, mesmo de pura forma. “Estou convencido de que Freud poderia ter exposto, sem encontrar resistência por parte da universidade, quatro quintos de suas teorias, se estivesse disposto a vesti-las prudentemente, a dizer ‘erótico’ em vez de ‘sexualidade’, Eros em vez de ‘libido’ e a não ir sempre até o fundo das coisas, mas limitar-se a sugeri-las. Mas desde que se tratasse de seu ensino e da verdade, ficava intransigente; quanto mais firme era a resistência, tanto mais ele se afirmava em sua resolução. “Quando procuro um símbolo da coragem moral – o único heroísmo no mundo que não exige vítimas – vejo sempre diante de mim o belo rosto de Freud, com sua clareza viril, com seus olhos sombrios de olhar reto e viril.”
[1] Stefan Zweig, (1881-1942), escritor austríaco, publicou em 1931 o ensaio A cura pelo espírito, uma história das psicoterapias desde Franz Anton Mesmer. TrackbacksThe trackback URL for this entry is: http://eduardobernini.spaces.live.com/blog/cns!6D1FB5585C40E43F!186.trak Weblogs that reference this entry
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